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Pensamentos Mais Altos

MOMENTO DO DISCIPULADO

A relação com o Criador exige uma postura de profunda reverência e consciência da soberania divina, combatendo veementemente a tendência humana de dirigir-se a Deus de forma imperativa ou arrogante. Percebe-se que, enquanto todas as pessoas compartilham a condição de criaturas, a identidade de filhos pertence exclusivamente àqueles que experimentaram o novo nascimento e são discipulados na verdade. É lamentável notar como muitos tentam rebaixar o Senhor a um papel utilitarista, esquecendo-se de que os métodos e pensamentos de Deus são infinitamente mais elevados do que a limitada razão humana, assim como os céus são mais altos do que a terra. Por isso, torna-se urgente clamar por um espírito de temor e tremor em nossas orações. Somente quando reconhecemos nossa total pequenez diante da grandeza do Pai é que somos libertos de projetar expectativas meramente naturais sobre o Seu caráter santo sob a Sua proteção.

Discere-se com clareza que a mensagem de arrependimento proclamada por João Batista para preparar a primeira vinda de Jesus permanece perfeitamente válida e urgente para os dias atuais, servindo como preparação indispensável para a segunda vinda do Rei. Fica evidente, pela exortação bíblica de buscar ao Senhor "enquanto se pode achar", que existe um limite temporal para a oportunidade da graça antes que se fechem as portas com o arrebatamento e o julgamento final. É inadmissível que o cristão abuse da paciência divina, mas, diante das quedas e fraquezas, ele deve recorrer constantemente ao perdão abundante de Deus. Diante disso, precisamos entender que a Palavra cumpre infalivelmente o seu propósito na terra — assim como a chuva e a neve regam o solo e geram frutos —, garantindo que ela jamais retornará vazia para Aquele que a enviou. O nosso papel é nos dobrarmos a esse mandamento hoje, sem adiar a decisão de mudar de rumo.

Testemunha-se que a verdadeira conversão se manifesta de forma prática na transformação do comportamento e no testemunho visível de uma nova criatura, em total contraste com a vivência de aparências ou o legalismo que se expressa pela crítica severa aos irmãos. A igreja terrena funciona como um verdadeiro pronto-socorro espiritual que abriga indivíduos em pleno processo de restauração, o que exige de cada membro humildade, perseverança ativa até o fim e a total rejeição da apostasia consciente. Por essa causa, as comunidades são convocadas a viver uma comunhão legítima, marcada pela confissão mútua de vulnerabilidades e pelo suporte mútuo. Torna-se necessário que os mais fortalecidos amparem e confortem os que se encontram fragilizados pelas tentações e pressões do mundo. O desafio atual é banir as máscaras do orgulho religioso, fazendo da comunhão eclesiástica um ambiente de cura, acolhimento e crescimento mútuo.

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