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Misericórdia ou Impunidade?

MOMENTO DO DISCIPULADO

Nós observamos que um dos questionamentos mais profundos da humanidade reside na aparente contradição de vermos perversos envelhecendo com saúde, enriquecendo e ocupando altos cargos, enquanto o justo muitas vezes atravessa vales de sofrimento. Percebemos que, a exemplo de Jó, essa percepção de impunidade — seja nas esferas políticas, judiciárias ou cotidianas — gera perturbação e angústia ao coração que busca a retidão. É lamentável notar que o silêncio temporário de Deus diante da maldade alheia pode ser interpretado como indiferença, quando, na verdade, Jó ainda não possuía a revelação plena da eternidade que hoje temos. Por isso, devemos clamar para que a nossa visão não se limite ao que os olhos terrenos alcançam, mas se firme na certeza de que a soberania divina não ignora o mal. Somente ao compreendermos que a justiça de Deus possui um tempo próprio, poderemos manter a paz interior sob a Sua proteção.

Nós testemunhamos que a resposta para a impunidade não reside necessariamente nesta terra, mas na realidade absoluta do Juízo Final, onde nenhum pecado será esquecido. Percebemos que, se Deus prolonga a vida do perverso e permite sua prosperidade temporária, não o faz por injustiça, mas por uma misericórdia que visa dar oportunidade ao arrependimento. É inadmissível que o cristão se deixe abater pela sorte do ímpio, esquecendo-se de que a eternidade é o lugar da prestação de contas definitiva, onde aqueles que rejeitaram a Jesus enfrentarão a condenação certa. Diante desse cenário de balança eterna, precisamos entender que a terra é o campo da oportunidade de salvação, enquanto o futuro reserva a separação entre o joio e o trigo. O nosso papel é permanecermos em Cristo, sabendo que para os remidos não há juízo de condenação, mas a promessa de uma justiça que restaura todas as coisas.

Nós sentimos a urgência de alertar contra o crescimento de um "evangelho barato", que prega facilidades sem exigir santificação ou a renúncia do "eu". Entendemos que Deus permite a existência de líderes inescrupulosos e igrejas que funcionam como fontes de lucro para que os verdadeiramente aprovados se manifestem em meio aos escândalos. Por essa razão, convocamos todos os que amam ao Senhor a fugirem das mensagens que massageiam o ego e não confrontam o pecado, reconhecendo que muitos buscam esses caminhos porque desejam um Deus que não lhes exija nada. Devemos permanecer unidos na busca pelas Veredas Antigas, discernindo que a existência do erro serve como prova para os sinceros de coração. O nosso papel é não nos deixarmos enganar por mercadores da fé, mas perseverarmos na santidade diária, certos de que a aprovação divina vale mais do que qualquer prosperidade passageira deste mundo.

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