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O Senhorio de Cristo

MOMENTO DO DISCIPULADO

Nós observamos que o Evangelho tem sido frequentemente reduzido a um manual de sucesso financeiro ou bem-estar psicológico, distanciando-se da sua essência de renúncia e serviço. Percebemos que muitos se deixam seduzir pelo discurso de Elifaz, que promete uma vida isenta de dores e privações, ignorando que o próprio Jesus se fez pobre para nos enriquecer espiritualmente. É lamentável notar a existência de um "cristianismo de conveniência", onde o indivíduo busca a Deus apenas quando lhe convém, sem reconhecer que a salvação exige que Cristo seja, de fato, o Senhor absoluto de todas as áreas da vida. Por isso, devemos clamar para que a nossa fé não esteja alicerçada em benefícios temporais, mas na servidão aos irmãos e no foco inabalável na vida eterna. Somente ao aceitarmos o caminho da cruz poderemos manifestar o Reino sob a proteção do Senhor.

Nós testemunhamos com profunda reverência que Deus é soberano sobre a história e sobre todos os governantes, estabelecendo autoridades para cumprir Seus desígnios eternos, sejam eles de benção ou de juízo. Percebemos, através do exemplo de Joaquim, que a sensatez reside em reconhecer a mão de Deus mesmo nas disciplinas, enquanto a rebeldia de Zedequias serve como alerta para as consequências trágicas da resistência à vontade divina. É inadmissível que o cristão ignore o cenário escatológico que aponta para a destruição dos impérios humanos na batalha do Armagedom, abrindo caminho para o governo direto de Cristo. Diante das crises globais e das tensões entre as nações, precisamos entender que o destino do mundo não está nas mãos de políticos, mas dAquele que remove e estabelece reis conforme o Seu querer. O nosso papel é sermos cidadãos do céu, aguardando a era onde a corrupção humana dará lugar à retidão do Milênio.

Nós sentimos a gravidade de que um pequeno momento de distração ou uma obediência "pela metade" podem ter consequências fatais para a eternidade da alma. Entendemos que o erro de Saul e o julgamento de Ananias e Safira nos ensinam que, para Deus, obedecer é melhor do que sacrificar e que a mentira espiritual é uma afronta à Sua santidade. Por essa razão, convocamos todos os que amam ao Senhor a manterem uma vigilância constante, pois, assim como um resvalo físico pode ser fatal, um deslize espiritual ao fim da jornada pode anular a justiça de uma vida inteira. Devemos permanecer unidos na busca pela santidade absoluta, fugindo da tentação de oferecer a Deus apenas o que nos sobra ou o que nos é confortável. O nosso papel é perseverar na retidão até o último suspiro, reconhecendo que a soberania de Deus exige de nós uma entrega total e sem reservas.

Examine a sua postura diante da soberania e da obediência exigida pelo Senhor. Você tem buscado a Jesus pelo que Ele pode dar ou pelo que Ele é? Sua obediência tem sido integral ou você tem poupado "o melhor de Amaleque" para satisfazer seus próprios desejos sob o pretexto de religiosidade? O Senhor busca servos que não resvalem no fim do caminho, mas que mantenham a chama da fidelidade acesa em meio ao caos das nações. Lembre-se: o dever de obedecer sem questionar já foi dado, e a tentativa de negociar com a soberania divina é uma responsabilidade que cada um carregará diante do Justo Juiz.

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