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Graça sem Renúncia?

MOMENTO DO DISCIPULADO

Nós observamos uma forte tendência no cenário religioso atual de se buscar uma vida cristã mais confortável, onde as exigências de arrependimento e mudança genuína foram deixadas de lado. Percebemos que muitos preferem ambientes onde o pecado não é confrontado e onde a santificação é tratada como algo opcional, ignorando que o caminho estabelecido por Jesus continua sendo estreito e incompatível com a conveniência humana. É lamentável notar que, ao suavizar o Evangelho para agradar multidões, perde-se o poder transformador da cruz, reduzindo a fé a um mero atalho moral. Por isso, devemos clamar para que o padrão de Cristo seja restaurado em nosso meio e para que tenhamos a coragem de viver em obediência total. Somente ao abandonarmos o engano do caminho fácil poderemos experimentar uma mudança real sob a proteção do Senhor.

Nós testemunhamos com profunda preocupação a ideia equivocada de que a graça de Deus serve como autorização para a convivência com o pecado escondido. Percebemos que, embora o sacrifício de Jesus tenha sido completo, essa graça jamais anula o juízo ou tolera a falta de confissão e restauração. É inadmissível que o cristão se omita diante de suas próprias falhas, esquecendo que hoje é o tempo da misericórdia, mas que após a morte resta apenas o acerto de contas diante do Justo Juiz. Diante desse cenário de acomodação espiritual, precisamos entender que o Espírito Santo nos oferece provisão para vencer o mal agora, e não para escondê-lo. Ignorar o chamado à santidade é desprezar o sacrifício de Cristo e caminhar voluntariamente rumo à condenação, exigindo de nós uma postura vigilante e de temor constante.

Nós sentimos que a tribulação e o sofrimento não são sinais de ausência do amor de Deus, mas instrumentos de um cuidado profundo para despertar a nossa alma da estagnação. Entendemos que o Senhor permite lutas e confrontos para nos trazer de volta à retidão, forjando em nós um caráter que anseia pela eternidade e não apenas pelas facilidades deste mundo. Por essa razão, convocamos todos os que amam ao Senhor a examinarem o coração diariamente, confessando as falhas e buscando a pureza que a comunhão verdadeira exige. Devemos permanecer unidos na busca pela santificação contínua, fortalecendo nossa esperança na salvação que é prometida aos que perseveram. O nosso papel é sermos luz em meio a uma geração superficial, clamando por um arrependimento que nos prepare para o encontro definitivo com o nosso Criador.

Examine a sua postura diante do padrão de santidade exigido por Deus. Você tem buscado o arrependimento sincero ou tem se escondido atrás de uma graça que não exige renúncia? Sua vida tem sido um esforço ativo pela santificação ou você tem se acomodado em pecados que espera que o tempo apague? O Senhor busca cristãos que não apenas falem de fé, mas que manifestem o Reino através de uma vida limpa e separada do mal. Lembre-se: o dever de andar em retidão já foi dado, e a indiferença diante do juízo iminente é uma responsabilidade que cada um carregará diante daquele que tudo vê.

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