MOMENTO DO DISCIPULADO
Nós observamos que o Senhor não se agrada de obras realizadas em Seu nome quando o objetivo principal é exaltar pessoas e não a Sua vontade soberana. Percebemos que a glória verdadeira não reside em grandes multidões, números ou fama, mas no ato profundo de agradar a Deus com obediência e fidelidade cotidiana. É lamentável notar que o evangelho, em muitos lugares, deixou de ser um compromisso vivido para se tornar um espetáculo de reconhecimento humano, gerando uma estagnação espiritual que adoece o corpo de Cristo. Por isso, devemos clamar para que a glória que pertence somente ao Senhor seja restaurada em nossos altares e para que cada cristão abandone a passividade de espectador para se tornar um participante ativo da obra. Somente ao buscarmos o que agrada ao Pai, e não o que exalta o homem, veremos frutos que permanecem sob a proteção do Senhor.
Nós testemunhamos ao longo da história bíblica como o Senhor utiliza a perseguição como um instrumento estratégico de correção e redirecionamento para o Seu povo. Percebemos que, tanto em Jerusalém quanto sob o domínio do Império Romano, a concentração excessiva e a acomodação foram quebradas por pressões que forçaram a igreja a cumprir o chamado de se espalhar. Esses momentos de crise, vividos em lugares simples e muitas vezes escondidos, produziram uma maturidade, uma vida de oração e uma profundidade espiritual que as grandes estruturas formais dificilmente conseguem gerar sozinha. Diante de um mundo que se torna cada vez mais hostil à verdade, precisamos entender que o Senhor não depende de recursos financeiros ou reconhecimento estatal para realizar Sua obra, exigindo de nós uma postura vigilante, corajosa e totalmente dependente d'Ele.
Nós sentimos que o cenário atual aponta para um tempo de abalo necessário, onde as estruturas que buscam mais visibilidade do que fidelidade real serão confrontadas pela justiça divina. Entendemos que o aumento da perseguição e das provações não deve ser visto como um castigo, mas como o meio pelo qual o Senhor purifica e conduz Seus filhos de volta ao centro da Sua vontade original. Por essa razão, convocamos todos os que amam ao Senhor a intercederem para que a fé saia dos templos e alcance o cotidiano, tornando-se uma prática missionária e frutífera em meio ao caos. Devemos permanecer unidos em oração, fortalecendo os laços de compromisso e serviço, para que nenhum cristão se sinta sozinho neste tempo de transição espiritual. O nosso papel é sermos luz e testemunho constante, clamando por misericórdia e vivendo um evangelho que não se dobra diante da glória passageira deste mundo.
Examine a sua postura diante do avanço do abalo que chega sobre a igreja. Você tem buscado a glória que vem dos homens ou tem se dedicado à obediência silenciosa que agrada ao Senhor? Sua fé tem sido um esforço ativo de serviço e missão ou você tem se acomodado em uma passividade que permite o enfraquecimento do seu testemunho? O Senhor busca cristãos que não apenas observem os tempos, mas que manifestem o Reino através de uma vida de fidelidade e compromisso real. Lembre-se: o dever de viver um evangelho puro e sem vaidades já foi dado, e a busca pela própria glória diante deste cenário de restauração é uma responsabilidade que cada um carregará diante do Justo Juiz.
