MOMENTO DO DISCIPULADO – O CHAMADO AO ALTAR E O DEVER DE ANUNCIAR
O cristão foi chamado, antes de tudo, para um relacionamento real e contínuo com Deus. No Antigo Testamento, o valor do templo não residia em sua estrutura física, mas no sacrifício que ali era oferecido. Hoje, esse princípio permanece: o verdadeiro culto só acontece quando o discípulo se coloca, de fato, na presença do Senhor. Fomos constituídos sacerdotes para oferecer sacrifícios espirituais, especialmente através da intercessão. No entanto, esse chamado exige tempo, dedicação e uma separação clara do sistema do mundo. Não se cumpre o propósito vivendo apenas de práticas religiosas ou frequência em reuniões; a vida cristã autêntica nasce no altar, na comunhão secreta e na obediência diária.
A Escritura nos alerta com firmeza: uma fé que não produz fruto é uma fé morta. Muitos se enganam quanto à própria condição espiritual por ignorarem que a obediência prática é a única evidência real da salvação. Ser "povo exclusivo" de Deus significa viver em santidade, com um compromisso inegociável com a vontade do Pai. No Reino, não existe neutralidade: ou se vive para Deus, ou se vive para o mundo. A ausência de tempo para a oração e para a santificação não é apenas uma falha de agenda, mas o sintoma de um coração dividido. O chamado exige constância e responsabilidade; produzir fruto não é um acessório, é uma prova de vida.
Além do sacerdócio da oração, o cristão carrega a responsabilidade inevitável de proclamar as virtudes Daquele que o chamou. Evangelizar não é uma sugestão ou um dom reservado a poucos, mas uma ordem direta de Jesus. Quem se cala diante do mundo está em desobediência, independentemente de quão regular seja sua vida eclesiástica. Fomos chamados para ser arautos — vozes que anunciam a transição das trevas para a luz. A fé verdadeira não consegue ser passiva; ela se expressa em palavras e atitudes que tornam o Reino conhecido. A acomodação espiritual não é um descanso, mas um perigo real para a salvação daqueles que param no caminho.
Examine o seu altar pessoal. Suas orações têm sido sacrifícios de intercessão ou apenas repetições vazias? Sua voz tem sido usada para anunciar as virtudes de Cristo ou você tem se camuflado no silêncio do mundo? O Senhor busca sacerdotes que não apenas ocupem espaços, mas que manifestem a Sua luz através da obediência e da proclamação. Lembre-se: o privilégio de pertencer ao povo de Deus traz consigo o dever de viver como tal, pois o Reino não é lugar de omissos, mas de embaixadores fiéis.
